18 março 2007

Lapso!

Afinal enganei-me, a Fabula-Urbis mais a respectiva exposição, inauguram às 19h00.
O recital de poesia e piano é que está reservado para as 21h30.
Vistam a pele de turistas, apanhem o eléctrico e vão até lá.

17 março 2007

Fabula-Urbis

Abre no dia 21 de Março na Rua de Augusto Rosa, 27 junto à Sé, uma nova livraria. Chama-se Fabula-Urbis e, mais do que uma livraria é um projecto de dinamização cultural.
Inaugura às 21h30 com um Recital de Poesia por Teresa Lima, acompanhada pelo piano de Rui Pinheiro e com uma exposição fotográfica deste vosso amigo, como ambiente.
O espaço é pequeno e acolhedor, mas são todos bem vindos.
Não faltem!

07 março 2007

Chapas Instantâneas!


Março é o mês em que podem apreciar uma pequena exposição de fotografias do Chapa, vai estar na Galeria da Biblioteca Municipal de Palmela entre 6 e 18 de Março e no Foyer do Auditório Municipal de Pinhal Novo, de 20 de Março a 1 de Abril.
Chama-se "Chapas Instantâneas" e está integrada na programação do mês da Juventude.
Não faltem!

05 março 2007

26 fevereiro 2007

Curiosidades Estéticas



O mais
importante na vida
É ser-se criador – criar beleza.

Para isso,
É necessário pressenti-la
Aonde os nossos olhos não a virem.

Eu creio que sonhar o impossível
É como que ouvir uma voz de alguma coisa
Que pede existência e que nos chama de longe.

Sim, o mais importante na vida
É ser-se criador.
E para o impossível
Só devemos caminhar de olhos fechados
Como a fé e como o amor.


António Botto

21 fevereiro 2007

Estigma



Filhos dum deus selvagem e secreto
E cobertos de lama, caminhamos
Por cidades,
Por nuvens
E desertos.
Ao vento semeamos o que os homens não querem.
Ao vento arremessamos as verdades que doem
E as palavras que ferem.
Da noite que nos gera, e nós amamos,
Só os astros trazemos.
A treva ficou onde
Todos guardamos a certeza oculta
Do que nós não dizemos,
Mas que somos.

Ary dos Santos

20 fevereiro 2007

O Heautontimoroumenos

Sem cólera te espancarei,
Como o açougueiro abate a rês,
Como Moisés à rocha fez!
De tuas pálpebras farei,
Para meu Saara inundar,
Correr as águas do tormento.
O meu desejo ébrio de alento
Sobre o teu pranto irá flutuar
Como um navio no mar alto,
E em meu saciado coração
Os teus soluços ressoarão
Como um tambor que toca o assalto!
Não sou acaso um falso acorde
Nessa divina sinfonia,
Graças à voraz Ironia
Que me sacode e que me morde?
Em minha voz ela é quem grita!
E anda em meu sangue envenenado!
Eu sou o espelho amaldiçoado
Onde a megera se olha aflita.
Eu sou a faca e o talho atroz!
Eu sou o rosto e a bofetada!
Eu sou a roda e a mão crispada,
Eu sou a vítima e o algoz!
Sou um vampiro a me esvair
- Um desses tais abandonados
Ao riso eterno condenados,
E que não podem mais sorrir.

Baudelaire